Quarta, 16 Ago 2017
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Zé Mulato & Cassiano


Zé Mulato & Cassiano lançam obra histórica

 

 
Brasília é terra de músicos variados e bons. Não podia ser diferente. A capital é formada por gente de todos os cantos do país, de todas as vertentes. JK ungiu essa cidade no nascedouro com o emblema do amor à música de Dilermando Reis, Tom Jobim, Vinicius de Moraes. Da seresta e da raiz. Assim, além de capital do rock e do choro, Brasília é a terra de Zé Mulato e Cassiano, uma dupla que honra a música caipira de fato, aquela que traduz o universo rural e mantém a matreirice singela e inteligente de quem nasceu na roça e mesmo que viva na cidade faz da vida uma boa razão para ser feliz.

Zé Mulato e Cassiano, irmãos de sangue e de percurso profissional, são símbolo do que há de melhor na música caipira, aquela da estirpe de Tião Carreiro e Carreirinho, de Tonico e Tinoco, de Pena Branca e Xavantinho. São festejados com razão por quem ama a música de raiz. E completaram 30 anos de convivência nos palcos e estúdios com uma obra múltipla, um documentário em DVD sobre essas três décadas juntos, um CD cantado com o título "Sertão ainda é sertão" e outro CD, o Zé Mulato e Cassiano Instrumental. No CD "Sertão ainda é sertão", há de tudo um pouco, cururu, pagode, rumba, cateretê, moda de viola, guarânia, xote, polca, bolero, batuque e rasqueado. Todas as canções são de sua autoria. Um dos motivos do seu sucesso é o fato de serem ótimos compositores do seu gênero. Já no CD instrumental, além de muitas composições próprias, eles homenageiam outros compositores como Braz da Viola, J. Oliveira, Antenógenes Silva, Jorge Gallati, Raul Torres, Vanuque, Daniel Fernandes, Sebástian Yradier e o mesmo Dilermando Reis que JK tanto admirava e de quem falo no início desse texto (e cujo violão está exposto no Catetinho para a posteridade), com o chorinho "Fogo na canjica".

Zé Mulato e Cassiano são hoje um exemplo a ser seguido pelos novos violeiros que buscam a autenticidade para plantar o seu trabalho na história da música de raiz brasileira. Nada contra sertanejos, mas esses dois são a prova de que a verdadeira raiz musical caipira está como nas árvores, plantada no chão da roça, de onde sobe a seiva para dar viço à copa verde e aos frutos saborosos e flores coloridas quando é época de surgirem. A harmonia da natureza dá o tom na música que soma melodia e ritmo às batidas do coração de quem toca por amor a canção do homem da terra. Ouvir "causos" contados por Zé Mulato e Cassiano é garantia de desopilar o fígado e dar alegria à vida. Com simplicidade e ironia, eles misturam as cenas rurais de rios, bicas, serras, vales e terra batida a muitas críticas sociais e políticas sobre o que vivenciam como atores qualificados do mundo rural, mas que vivem na urbe cosmopolita que é capital desse Brasil continental. As três obras, que batizam de Zé Mulato e Cassiano - 30 anos - Fidelidade a Brasília, é um produto independente de um também violeiro mas ainda empresário que não abre mão da música de raiz e faz da sua defesa uma causa: Volmi Batista, criador da VBS, a Viola Brasileira Show, responsável pela produção fonográfica. O trabalho contou também com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Brasiliatur.

TEXTO DE MARCEL DE BROT, JORNAL HOJE EM DIA